Manifestantes em Brasília se mantêm firmes apesar da chuva após caminhada liderada por Nikolas Ferreira.
2 mins read

Manifestantes em Brasília se mantêm firmes apesar da chuva após caminhada liderada por Nikolas Ferreira.

Ato “Acorda, Brasil” reúne apoiadores de várias regiões com críticas ao Judiciário, ao governo federal e à situação econômica do país

Milhares de pessoas que participaram dos sete dias de caminhada convocados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se reuniram debaixo de chuva intensa para o ato “Acorda, Brasil” na Praça do Cruzeiro, em Brasília. Mesmo antes do início oficial, parte dos participantes já marcava presença no local, que fica a cerca de seis quilômetros da Praça dos Três Poderes.

A mobilização começou de forma simbólica, com o parlamentar saindo de Minas Gerais e caminhando em direção à capital federal. O movimento ganhou força nas redes sociais, atraindo outros parlamentares e manifestantes ao longo do percurso.

Com o passar dos dias, a caminhada se transformou em um ato político maior, reunindo líderanças da oposição e apoiadores de diferentes estados. A concentração deste domingo se tornou um dos eventos mais comentados do período, em meio a uma atmosfera de tensão institucional e polarização política.

Principais pontos levantados no ato

Durante a mobilização, diversos assuntos foram abordados, refletindo a insatisfação de parte da população com a situação do país. Entre as pautas mais mencionadas estiveram denúncias de corrupção, fraudes no INSS, críticas ao caso Banco Master e questionamentos a decisões do Judiciário, principalmente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes do STF.

O tema da liberdade de expressão foi recorrente, com participantes destacando censura, perseguição e abusos de autoridade. Na área econômica, a preocupação era com a carga tributária, gastos públicos e o déficit fiscal do país que pode ultrapassar R$350 bilhões.

Houve também pedidos de anistia ampla para os presos dos atos de 8 de janeiro de 2023, com críticas à falta de provas suficientes. Além disso, foram questionadas as discrepâncias no sistema penal, onde criminosos seriam libertados enquanto pessoas inocentes continuam presas.

As manifestações também incluíram críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de aumentar o endividamento do país e manter políticas financeiras consideradas incompatíveis com a realidade fiscal do Brasil.