Soldados salvam cachorro de ataque de sucuri de 3 metros em base militar
2 mins read

Soldados salvam cachorro de ataque de sucuri de 3 metros em base militar

Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra uma cena digna de documentário de sobrevivência: militares do Exército Brasileiro resgatando um cachorro que havia sido atacado por uma sucuri de aproximadamente três metros, dentro de uma área militar em Itaituba, no sudoeste do Pará.

O caso aconteceu nas dependências do 53º Batalhão de Infantaria de Selva (53º BIS), unidade cercada por região de mata, onde a presença de animais silvestres é comum. Ainda assim, o que foi registrado impressiona até os mais acostumados com a rotina amazônica.

Resgate tenso

Nas imagens, gravadas por um dos presentes, a cobra aparece fortemente enrolada no cachorro, já em processo de imobilização — movimento típico das sucuris antes da asfixia da presa. O que mais chamou a atenção foi que o animal já estava até o pescoço dentro da boca da cobra

Para evitar que o animal fosse morto, os militares agiram rápido.

Com estratégia e força física, eles arrastaram a serpente até uma área asfaltada do quartel. Três homens participaram diretamente da contenção, conseguindo fazer com que a sucuri afrouxasse o aperto e soltasse o cachorro.

Momento de pura adrenalina. Cada segundo contava.

Cachorro teve que ser reanimado após o ataque

Testemunhas relataram que, logo após ser libertado, o cachorro apresentava sinais de fraqueza e dificuldade para reagir.

Os próprios militares iniciaram manobras de reanimação ainda no local.

Depois do susto e da tensão coletiva, veio o alívio: o animal conseguiu se recuperar e, segundo relatos, passa bem.

Uma vitória improvável contra uma das predadoras mais poderosas dos rios e igarapés da Amazônia.

Sucuri devolvida à natureza

Após o resgate, órgãos ambientais foram acionados para fazer a retirada segura da serpente.

A sucuri foi capturada e levada para uma área apropriada, longe da zona militar, onde foi devolvida ao habitat natural.

Casos como esse reforçam um alerta comum na região amazônica: áreas próximas à mata são territórios compartilhados com a vida selvagem.