Produtos americanos no Amazonas: o que mais importamos dos EUA?
2 mins read

Produtos americanos no Amazonas: o que mais importamos dos EUA?

Gasóleo e plásticos lideram as importações que somaram R$ 1,9 bilhão no último trimestre de 2024

As importações dos Estados Unidos para o Amazonas alcançaram R$ 1,9 bilhão (valor FOB) no último trimestre de 2024, segundo dados do Comex Stat, plataforma do Governo Federal que monitora o comércio exterior brasileiro.

Principais produtos importados

Entre os itens mais adquiridos pelos amazonenses, destacam-se:

  1. Gasóleo (óleo diesel): R$ 610,6 milhões
  2. Plásticos: R$ 664 milhões
  3. Derivados de ferro fundido, ferro ou aço: R$ 1,8 milhão
  4. Máquinas e aparelhos mecânicos: R$ 70,7 milhões
  5. Máquinas e aparelhos elétricos: R$ 48,4 milhões
  6. Instrumentos de óptica e precisão: R$ 13,8 milhões

Esses insumos são fundamentais para abastecer setores estratégicos do Polo Industrial de Manaus (ZFM), que produz bens eletroeletrônicos e industrializados para o mercado nacional e global.

Concorrência asiática e desafios logísticos

Embora expressivo, o volume de importações americanas fica aquém das compras realizadas na Ásia, que somaram R$ 24,4 bilhões no mesmo período, com destaque para China e Coreia do Sul.

Essa dependência de insumos asiáticos é reflexo dos baixos custos e ampla oferta, mas também expõe a vulnerabilidade do Amazonas a tensões comerciais globais e à valorização do dólar.

Incertezas com o retorno de Donald Trump

O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos em 2025 traz incertezas ao mercado, especialmente após suas declarações reiterando posições protecionistas. Trump afirmou:

“Vamos parar de taxar nossas famílias e taxar países estrangeiros.”

Embora vaga, a declaração gerou preocupações entre analistas, que especulam possíveis aumentos de tarifas sobre produtos exportados pelos EUA. Isso pode impactar diretamente os custos dos insumos essenciais para a ZFM, reduzindo sua competitividade no mercado global.

Riscos e a importância da diversificação

O protecionismo americano pode criar barreiras comerciais, aumentando os custos de importação para empresas do Amazonas. Isso reforça a necessidade de diversificar fornecedores e buscar maior alinhamento em acordos bilaterais.

Para a Zona Franca de Manaus, diversificar parcerias comerciais e investir em alternativas locais de produção é essencial para manter a estabilidade econômica e assegurar a competitividade do polo industrial frente aos desafios globais.