Manaus inova com estratégia para combater Aedes aegypti em 2026.
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Manaus inova com estratégia para combater Aedes aegypti em 2026.

Com uma redução significativa de 52,7% nos casos de dengue em 2025 em comparação com o ano anterior, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Manaus está implementando uma nova estratégia de controle e monitoramento do Aedes aegypti, responsável pela transmissão de arboviroses como dengue, zika e chikungunya.

A iniciativa, que conta com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Ministério da Saúde, consiste na instalação de ovitrampas, recipientes que irão auxiliar na contagem e mapeamento digital dos locais com maior presença do mosquito na cidade.

A titular da Semsa, Shádia Fraxe, ressalta a importância da inovação tecnológica no combate ao mosquito e na melhoria dos resultados das medidas de controle adotadas pela prefeitura.

O chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, Alciles Comape, explica que as ovitrampas são recipientes plásticos com palhetas de madeira Eucatex, que permitem que fêmeas do Aedes depositem seus ovos para contagem posterior.

Após a instalação, as palhetas com os ovos são retiradas pelos agentes de saúde para verificação da quantidade produzida em cada área, auxiliando no controle do mosquito.

Essas ovitrampas serão instaladas em diversos locais estratégicos da cidade, incluindo os 18 bairros em Alta Vulnerabilidade identificados no último levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) realizado em 2025.

A ação irá contar com a instalação de aproximadamente 240 ovitrampas em cada uma das quatro zonas urbanas de Manaus, com a intenção de monitorar a infestação do mosquito ao longo do ano de forma mais eficiente.

Além disso, está prevista a realização de um novo LIRAa em novembro de 2026, para identificar os bairros vulneráveis que serão priorizados nas instalações das ovitrampas no ano seguinte.

Em relação aos casos de arboviroses, em 2025, foram registrados 1.237 casos de dengue, representando uma redução expressiva em relação ao ano anterior. A cidade também registrou 10 casos de zika e 79 casos de chikungunya no mesmo período.

Com a implementação das ovitrampas e a estratégia de monitoramento em vigor, a população de Manaus é fundamental na prevenção e controle do Aedes aegypti, evitando depósitos de água que possam se tornar criadouros do mosquito.