Dicas da Vigilância Sanitária para escolher o melhor pescado na Semana Santa
3 mins read

Dicas da Vigilância Sanitária para escolher o melhor pescado na Semana Santa

Cuidados com o armazenamento e preparo de pescados

A Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde do Rio (SES-RJ) está orientando os consumidores sobre a qualidade do pescado durante a Semana Santa. É essencial seguir dicas simples para reduzir os riscos de intoxicação alimentar, já que o consumo de peixes e frutos do mar tende a aumentar nesse período.

Segundo a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller, com atenção na compra, armazenamento e preparo dos alimentos, é possível evitar riscos e garantir uma celebração saudável.

A nutricionista Jussara Salgado explica que existem sinais claros de frescor em um pescado. Peixes e frutos do mar são altamente perecíveis e podem se deteriorar rapidamente se não forem mantidos nas condições adequadas de conservação.

“O peixe fresco apresenta características como carne firme, escamas brilhantes, olhos salientes e brilhantes, guelras vermelhas e um cheiro suave e característico.”

O consumidor deve evitar produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou que não estejam devidamente refrigerados.

Jussara Salgado ressalta que o pescado precisa ser colocado sobre uma camada de gelo, protegido por plástico adequado, e os produtos congelados devem estar armazenados corretamente, sem sinais de descongelamento na embalagem.

Características de um peixe próprio para consumo:

  • Carne firme;
  • Escamas aderentes à pele;
  • Olhos brilhantes;
  • Guelras avermelhadas;
  • Cheiro suave.

Armazenamento

Recomenda-se armazenar o pescado o mais rápido possível após a compra. Em casa, ele deve ser limpo e guardado em recipiente fechado na geladeira. O consumo de peixe cru deve ocorrer em até 24 horas, enquanto o alimento cozido pode ser mantido por até três dias, desde que refrigerado adequadamente.

“Durante o preparo, a higiene é essencial. Lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos, higienizar utensílios e evitar o contato entre alimentos crus e cozidos são medidas simples, mas eficazes”, acrescentou Jussara Salgado.

Risco de intoxicação

A ingestão de pescado contaminado pode causar intoxicação alimentar com sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e, em casos graves, levar à hospitalização.

Helen Keller alerta que o pescado, por ser um alimento rico em proteínas e muito sensível, pode favorecer a proliferação de bactérias e toxinas prejudiciais à saúde se não for manipulado corretamente.

Para evitar problemas, é importante planejar as compras, adquirir e preparar os alimentos próximos ao momento de servir. Em pratos frios, como saladas, é fundamental mantê-los refrigerados até o consumo. No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sob refrigeração, não em temperatura ambiente, para reduzir o risco de contaminação.

A superintendente ressalta que o consumidor tem papel fundamental na prevenção de riscos. Ao identificar irregularidades, como produtos mal conservados ou falta de higiene adequada, é importante acionar a vigilância sanitária do município.

Fonte: Agência Brasil